patus-esq patus-drt
Porto Antigo, 2009 (151 imagens)
Data: Setembro de 2009
Autoria: A. Augusto de Sousa

Pressione sobre uma imagem para a obter com maiores dimensões.

Também disponível: percurso com indicação e desníveis e fotografias georeferenciadas para Google Earth

 

Porto Antigo 2009

À Conquista de uma cidade que é Invicta!

(versão integral do texto publicado na revista Bike Magazine N. 152, Novembro de 2009)


Manda a tradição que, uma vez por ano, as antiguidades da cidade do Porto se revelem... Manda a mesma tradição que a revelação se faça a uma pequena multidão, colorida e ecologicamente montada sobre duas rodas... Cumpriu-se a tradição, era o dia 27 de Setembro, eram quase 400 os "escolhidos" e mais uns quantos "penetras".

Em sequência com os anos anteriores, o agrupamento faz-se no recinto polidesportivo do Monte Aventino. O espaço é largo, as instalações não desmerecem e o colorido dos muitos participantes espalha-se, qual tinta escorrendo no chão. No ar ficam ainda os sinais publicitários da Bike e dos patrocinadores do passeio.

thumbnails/27_09_2009_09_11_03.jpg thumbnails/27_09_2009_09_13_23.jpg thumbnails/27_09_2009_09_14_12.jpg thumbnails/27_09_2009_09_17_21.jpg thumbnails/27_09_2009_09_18_11.jpg thumbnails/27_09_2009_09_18_30.jpg thumbnails/27_09_2009_09_22_33.jpg thumbnails/27_09_2009_09_22_56.jpg thumbnails/27_09_2009_09_24_07.jpg thumbnails/27_09_2009_09_30_53.jpg thumbnails/27_09_2009_09_34_40.jpg thumbnails/27_09_2009_09_40_58.jpg thumbnails/27_09_2009_09_41_13.jpg

Organiza-se a mole humana, motas policiais, ambulância e scooter SOS inclusas, sai "a força" à conquista e a questão coloca-se: continuará a cidade “Invicta”?

thumbnails/27_09_2009_09_47_37.jpg thumbnails/27_09_2009_09_47_56.jpg thumbnails/27_09_2009_09_53_54.jpg thumbnails/27_09_2009_09_55_18.jpg thumbnails/27_09_2009_09_55_26.jpg thumbnails/27_09_2009_09_57_12.jpg thumbnails/27_09_2009_09_57_30.jpg

Primeira visita, nem por isso antiga, mas que suscita palpitações em muitos: o Estádio do Dragão, em todo o seu esplendor e glória, o campe... Hum? Pois... Se calhar é melhor mudar de assunto… que é como quem diz, avançar para a Rua de S. Roque, Praça das Flores e Bonfim...

thumbnails/27_09_2009_09_57_39.jpg thumbnails/27_09_2009_10_00_00.jpg thumbnails/27_09_2009_10_00_16.jpg thumbnails/27_09_2009_10_01_29.jpg thumbnails/27_09_2009_10_03_16.jpg thumbnails/27_09_2009_10_05_16.jpg thumbnails/27_09_2009_10_05_24.jpg

“Olha, está tudo parado… xiii… mas tu queres lá ver que eles vão para ali?” Entope-se a passagem, rua estreita, já se vê… ou pior ainda… “Mas a organização passou-se? Onde é que já se viu meter uma subida assim?” Lamúrias e queixas, só de brincadeirinha, bem se entende, vai tudo a “penantes” para dar mais tempo aos sorrisos da gozação do momento… Engraçado é o facto de o trilho (isso mesmo, não há engano) ser digno da melhor e mais rural paisagem… ali mesmo, em plena urbe, bem pertinho do Campo 24 de Agosto, o qual se passaria em direcção ao Heroísmo, Nova Sintra e Campanhã.

thumbnails/27_09_2009_10_07_35.jpg thumbnails/27_09_2009_10_10_44.jpg thumbnails/27_09_2009_10_10_58.jpg thumbnails/27_09_2009_10_12_31.jpg thumbnails/27_09_2009_10_12_39.jpg thumbnails/27_09_2009_10_12_54.jpg thumbnails/27_09_2009_10_17_18.jpg thumbnails/27_09_2009_10_19_38.jpg thumbnails/27_09_2009_10_20_14.jpg thumbnails/27_09_2009_10_20_46.jpg thumbnails/27_09_2009_10_22_06.jpg thumbnails/27_09_2009_10_23_25.jpg

Descia-se agora ao Freixo, pela rua do mesmo nome, passando sob a linha dos comboios que ali poisam, ao lado. A rua é íngreme e a travagem para a viela à direita não é fácil… a descida continua e, mais trilho, menos viela, “na bifurcação seguinte é indiferente, mas à direita é mais bonito”, lá está o passeio parado para o necessário reagrupamento. O rio é ali mesmo, curtem-se as fotos mais belas.

thumbnails/27_09_2009_10_32_38.jpg thumbnails/27_09_2009_10_32_52.jpg thumbnails/27_09_2009_10_32_58.jpg thumbnails/27_09_2009_10_34_58.jpg thumbnails/27_09_2009_10_36_09.jpg thumbnails/27_09_2009_10_36_16.jpg thumbnails/27_09_2009_10_36_22.jpg thumbnails/27_09_2009_10_37_51.jpg thumbnails/27_09_2009_10_38_02.jpg thumbnails/27_09_2009_10_39_02.jpg thumbnails/27_09_2009_10_39_12.jpg thumbnails/27_09_2009_10_39_36.jpg thumbnails/27_09_2009_10_42_07.jpg thumbnails/27_09_2009_10_44_54.jpg

Por falar em fotos e em beldades… as meninas bonitas da cidade, altivas e imponentes, estão à vista: S. João, Maria Pia, Infante, D. Luís… as pontes que também fazem a história do burgo vêem passar o grupo e apontam em frente: Ribeira, o túnel com os seus ecos aos gritos dos participantes; foge-se ao Cubo e ao movimento de turistas que ao tempo é muito, acaba-se a planura e sobe-se Mouzinho da Silveira. O pelotão avança, o colorido encontra-se com as esperadas antiguidades do centro histórico de que também são exemplos: o casario velho, as ruas estreitas e até a roupa às janelas; ouve-se de quando em vez um espectador vernáculo, saudável, bem tripeiro, de espanto ou de simples comentário!

thumbnails/27_09_2009_10_45_05.jpg thumbnails/27_09_2009_10_46_45.jpg thumbnails/27_09_2009_10_47_05.jpg thumbnails/27_09_2009_10_48_16.jpg thumbnails/27_09_2009_10_48_42.jpg thumbnails/27_09_2009_10_50_25.jpg thumbnails/27_09_2009_10_53_06.jpg thumbnails/27_09_2009_10_53_18.jpg thumbnails/27_09_2009_10_54_58.jpg

Rua do Belmonte, Taipas… hum? “F&%#$ para isto, mas como é que a &$%# da organização mete uma parede destas no &$%/#% do caminho?” Passou o vernáculo para o grupo e, mais comentário menos passo a pé, chega-se ao topo, no Campo Mártires da Pátria, onde se tem um encontro imediato com muitas “antiguidades”: entre outras, a antiga Cadeia da Relação, a Reitoria da Universidade, e a rainha dos monumentos portuenses, a esguia Torre dos Clérigos… Nova paragem curta, aprecia-se o local, e a sequência de visitas monumentais continua: velho Hospital de S.to António, Museu Soares dos Reis, Palácio de Cristal, Seminário do Vilar…

thumbnails/27_09_2009_10_57_27.jpg thumbnails/27_09_2009_10_59_29.jpg thumbnails/27_09_2009_11_00_31.jpg thumbnails/27_09_2009_11_01_28.jpg thumbnails/27_09_2009_11_01_40.jpg thumbnails/27_09_2009_11_01_49.jpg thumbnails/27_09_2009_11_05_00.jpg thumbnails/27_09_2009_11_08_04.jpg thumbnails/27_09_2009_11_08_17.jpg thumbnails/27_09_2009_11_12_08.jpg thumbnails/27_09_2009_11_12_33.jpg thumbnails/27_09_2009_11_14_00.jpg thumbnails/27_09_2009_11_15_56.jpg thumbnails/27_09_2009_11_17_48.jpg thumbnails/27_09_2009_11_17_56.jpg thumbnails/27_09_2009_11_19_55.jpg

...e o contraste com o tão moderno quanto discutível edifício da Faculdade de Letras. As quelhas dos Caminhos do Romântico, estreitas e descendentes, com muros rasgados de quando em vez para a vista do Douro, conduziriam então o grupo, roda a roda, até à marginal do mesmo, ali mesmo junto ao Museu do Carro Eléctrico.

thumbnails/27_09_2009_11_22_11.jpg thumbnails/27_09_2009_11_23_49.jpg thumbnails/27_09_2009_11_23_57.jpg thumbnails/27_09_2009_11_24_58.jpg thumbnails/27_09_2009_11_25_05.jpg thumbnails/27_09_2009_11_27_02.jpg

Alto e pára o… passeio! Hora de descansar, conversar, mastigar… é o momento do (des) merecido reforço alimentar e, mais do que isso, do convívio salutar. A carrinha “Bike” distribui a fruta e a água, “o lixinho é ali que se põe”, e a Ponte da Arrábida, a última das meninas bonitas, dá a sombra que refresca. Muitas fotografias são feitas, de todos os ângulos, espreitam-se as águas turvas, e repete-se a formação, que os pedais pedem actividade.

thumbnails/27_09_2009_11_35_25.jpg thumbnails/27_09_2009_11_35_45.jpg thumbnails/27_09_2009_11_35_55.jpg thumbnails/27_09_2009_11_36_00.jpg thumbnails/27_09_2009_11_36_10.jpg thumbnails/27_09_2009_11_36_42.jpg thumbnails/27_09_2009_11_40_22.jpg thumbnails/27_09_2009_11_43_15.jpg thumbnails/27_09_2009_11_43_30.jpg thumbnails/27_09_2009_11_44_53.jpg

Percorre-se a longa marginal, Rua do Ouro, das Sobreiras, do Passeio Alegre e jardim do mesmo nome com passagem obrigatória pelo sítio dos “Pilotos”.

thumbnails/27_09_2009_11_47_51.jpg thumbnails/27_09_2009_11_50_13.jpg thumbnails/27_09_2009_11_50_44.jpg thumbnails/27_09_2009_11_53_02.jpg thumbnails/27_09_2009_11_54_20.jpg thumbnails/27_09_2009_11_54_51.jpg thumbnails/27_09_2009_11_56_35.jpg thumbnails/27_09_2009_11_56_40.jpg

Passeia-se “a” bicicleta na subida para a Igreja da Foz, local de bela passagem, com arvoredo a condizer; sobe que se farta, mas chega de “comentários”, vielas estreitas com casario velho recuperado, chega-se a Diogo Botelho, prémio de consolação de 1ª categoria, onde reina o aqueduto nos seus arcos em pedra quase ignorados… e contorna-se a Praça do Império, curiosa e teimosamente parte integrante deste passeio, em várias edições.

thumbnails/27_09_2009_11_57_46.jpg thumbnails/27_09_2009_11_59_02.jpg thumbnails/27_09_2009_11_59_25.jpg thumbnails/27_09_2009_12_01_28.jpg thumbnails/27_09_2009_12_01_53.jpg thumbnails/27_09_2009_12_02_05.jpg thumbnails/27_09_2009_12_04_38.jpg thumbnails/27_09_2009_12_07_45.jpg

Queixam-se as vozes? Há muita estrada? Venha pois um belo e estreito “single track”, de um ruralismo inusitado… silvas e pedras, só falta a lama que o tempo “bai seco”, o Monte Ervilha ali está, dizem as vozes que pela última vez, que a força da construção tratará de o fazer desaparecer! Faz-se o acesso à sempre bela Marechal Gomes da Costa, com passagem prometida e sempre bem vinda pelas terras de Serralves, curiosamente em festa!

thumbnails/27_09_2009_12_09_01.jpg thumbnails/27_09_2009_12_09_20.jpg thumbnails/27_09_2009_12_10_54.jpg thumbnails/27_09_2009_12_11_55.jpg thumbnails/27_09_2009_12_12_59.jpg thumbnails/27_09_2009_12_13_42.jpg thumbnails/27_09_2009_12_16_06.jpg thumbnails/27_09_2009_12_18_06.jpg thumbnails/27_09_2009_12_18_28.jpg

Inicia-se aqui o regresso! De pendente fraca mas ascendente, a longa Avenida da Boavista há que fazer-se; saem as motas policiais à frente, calam-se os carros nos cruzamentos por acção dos guias, estes quase tantos como os participantes, cumprimenta-se a Casa da Música e a Rotunda.

thumbnails/27_09_2009_12_21_47.jpg thumbnails/27_09_2009_12_23_25.jpg thumbnails/27_09_2009_12_23_31.jpg thumbnails/27_09_2009_12_23_46.jpg thumbnails/27_09_2009_12_26_30.jpg thumbnails/27_09_2009_12_27_41.jpg thumbnails/27_09_2009_12_28_43.jpg thumbnails/27_09_2009_12_28_53.jpg thumbnails/27_09_2009_12_29_16.jpg thumbnails/27_09_2009_12_31_42.jpg thumbnails/27_09_2009_12_33_01.jpg thumbnails/27_09_2009_12_35_10.jpg

Adiante acena-se à vetusta Igreja Românica de Cedofeita, circunda-se a Praça da República, cumprimenta-se a Igreja da Lapa. Sempre subindo, lá se vai recuperando a altitude… Antero de Quental, Marquês de Pombal, S. Crispim, e novamente o ponto inicial, o Monte Aventino, onde tudo começara.

thumbnails/27_09_2009_12_36_42.jpg thumbnails/27_09_2009_12_39_17.jpg thumbnails/27_09_2009_12_39_25.jpg thumbnails/27_09_2009_12_39_36.jpg thumbnails/27_09_2009_12_40_56.jpg thumbnails/27_09_2009_12_42_41.jpg thumbnails/27_09_2009_12_42_49.jpg thumbnails/27_09_2009_12_47_52.jpg thumbnails/27_09_2009_12_48_03.jpg thumbnails/27_09_2009_12_50_39.jpg thumbnails/27_09_2009_12_50_47.jpg thumbnails/27_09_2009_12_56_15.jpg thumbnails/27_09_2009_12_56_38.jpg thumbnails/27_09_2009_12_58_32.jpg thumbnails/27_09_2009_13_03_44.jpg thumbnails/27_09_2009_13_04_00.jpg thumbnails/27_09_2009_13_04_31.jpg

A pressa é muita, é “dia de votar”, as almas pedalantes desaparecem num ápice! Além de uns poucos, imóveis pelo empeno que nem sabem o que é, fica também um grupinho, de colete laranja reúnem a “mobília”, fazem a fotografia de grupo, são “Bravus” de adjectivo, “Patus” de nome e são “guias” de profissão! Para eles e para o “chefe” Paulo Rodrigues, autor e mandador do percurso, um grande aplauso pelo passeio que reuniu boa disposição e muita, tanta gente!

thumbnails/27_09_2009_13_06_10.jpg thumbnails/27_09_2009_13_15_08.jpg thumbnails/27_09_2009_13_15_50.jpg

É interessante verificar que, ano a ano, o número de participantes aumenta e aumenta o interesse pelo passeio e por uma visão diferente de uma cidade que vive… e pelos vistos pedala! A questão inicial responde-se então: por muito “Invicta” que a cidade se sinta, sempre se curva e rende à passagem anual deste grande grupo que a admira e procura conhecer! Obrigado Porto!

Para o ano cá estaremos, outros 30 quilómetros sejam, suba ou desça, tanto faz! Mais sorriso menos empeno, o importante é testar, mais uma vez, se a Invicta resiste… a um exército pedalador.

E por falar no assunto, que já vai sendo tempo…

Adeus e até ao próximo empeno!

A. Augusto de Sousa

Também disponível: percurso com indicação e desníveis e fotografias georeferenciadas para Google Earth


A. Augusto de Sousa