Porto debate cibersegurança, competitividade e resiliência digital na era da Inteligência Artificial

out 2026
Tecnologia
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A Casa da Música, no Porto, recebeu a conferência “Cibersegurança & Competitividade Económica na era da IA”, dedicada aos desafios colocados pela transformação tecnológica à segurança, à competitividade económica, à soberania digital e à resiliência das instituições.

Promovida pela APECSYS, em parceria com a Ordem dos Economistas, a SEDES e a Ordem dos Advogados, a conferência reuniu decisores públicos, especialistas e representantes de diferentes setores para refletir sobre o impacto da Inteligência Artificial, da cibersegurança e das infraestruturas digitais no desenvolvimento económico e na capacidade de resposta das cidades.

No encerramento, o Vereador da Câmara Municipal do Porto, Rodrigo Passos, destacou a relação indissociável entre segurança, competitividade e soberania, sublinhando que uma cidade que pretende avançar na transformação digital precisa de capacidade para antecipar riscos, proteger infraestruturas e criar condições para que a inovação aconteça com segurança e confiança.

O Vereador destacou ainda o posicionamento do Município do Porto nesta matéria, nomeadamente através da Carta Ética e de Governação da Inteligência Artificial, assumindo a importância de uma inovação responsável, orientada pelo interesse público e pelos princípios da transparência e da governação.

O sistema nervoso digital da cidade

A Porto Digital esteve também presente na conferência, apresentando “O Sistema Nervoso Digital da Cidade do Porto – Resiliência urbana em situações críticas”, uma apresentação centrada no papel da infraestrutura digital na continuidade dos serviços essenciais da cidade.

Um dos momentos centrais da apresentação foi a análise do apagão de 28 de abril de 2025, que permitiu observar, em contexto real, a capacidade de resposta da infraestrutura digital da cidade.

Durante a falha generalizada de energia, a rede municipal manteve-se operacional, os sistemas autónomos de energia foram ativados, a conectividade foi preservada, incluindo Wi-Fi e acesso à Internet, e foram mantidos serviços críticos. Entre as estruturas que continuaram a operar com suporte da rede municipal estiveram o Hospital de Santo António, a Câmara Municipal do Porto e a Universidade do Porto. 

Como sintetizado na apresentação, “o apagão não criou a resiliência. Revelou-a.”

A participação da Porto Digital reforçou, assim, uma visão da transformação digital em que conectividade, segurança, autonomia, confiança e resiliência são elementos fundamentais para garantir que uma cidade inteligente é, antes de tudo, uma cidade capaz de continuar a funcionar.